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sexta-feira, 20 de março de 2026

Você está usando corretamente as Classes IFC no seu modelo BIM?

Em muitos projetos, a modelagem avança, o nível de detalhe aumenta… mas um ponto essencial ainda é negligenciado: a correta utilização das Classes IFC nos elementos construtivos.

Mais do que uma simples “classificação”, as Classes IFC no padrão buildingSMART definem a natureza dos elementos dentro dos modelos. Um objeto não é apenas uma geometria — ele precisa representar corretamente o que ele é no contexto da construção.

Quando um elemento é classificado de forma inadequada — por exemplo, uma viga modelada como IfcBuildingElementProxy em vez de IfcBeam— diversos problemas podem surgir:

- Falhas na extração de quantitativos;
- Inconsistências em processos de compatibilização;
- Dificuldades na automação de verificações;
- Perda de confiabilidade nas análises do modelo;
- Comprometimento da interoperabilidade entre softwares.

No exemplo abaixo, as vigas foram exportadas como IfcBuildingElementProxy, portanto não possuem os Conjuntos de Propriedades (Property Sets), nem os de Quantidades (Quantity Sets) esperados para este elemento construtivo.




A correta definição das Classes IFC impacta diretamente a qualidade da informação e a eficiência dos fluxos Open BIM.

Em processos de coordenação e auditoria, essa padronização permite:

- Melhor organização e leitura do modelo;
- Regras de verificação mais assertivas;
- Integração consistente entre diferentes disciplinas;
- Uso eficiente de ferramentas de análise e validação.

Além disso, o uso adequado das Classes IFC é fundamental para atender requisitos normativos, contratos BIM e especificações técnicas — especialmente em ambientes que exigem alto nível de controle da informação.

Se o seu modelo ainda depende de soluções genéricas como IfcBuildingElementProxy, talvez seja o momento de revisar seus processos.
Modelar corretamente não é apenas desenhar bem — é estruturar a informação com precisão.

Quer garantir que seus modelos BIM estejam realmente preparados para fluxos Open BIM?

Tenho apoiado profissionais e empresas a evoluírem na auditoria e padronização de modelos IFC, com foco em qualidade da informação, interoperabilidade e confiabilidade dos dados.

Me chame no WhatsApp (41) 99579-2149 para entender como aplicar isso nos seus projetos.

Ou comente “IFC” que eu te envio mais detalhes sobre o treinamento e consultoria.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Auditoria de Modelos IFC: Qualidade e Confiabilidade no BIM


A adoção do Building Information Modeling (BIM) trouxe ganhos significativos para a indústria da construção, permitindo maior colaboração e eficiência nos projetos. No entanto, para garantir a qualidade e confiabilidade dos modelos BIM, é essencial realizar a auditoria dos arquivos IFC (Industry Foundation Classes).

Por que auditar modelos IFC?

Os arquivos IFC são a base da interoperabilidade no BIM, permitindo a troca de informações entre diferentes softwares e equipes. No entanto, problemas comuns podem comprometer essa comunicação, como:

✅ Inconsistências geométricas (objetos mal posicionados ou sobrepostos);
✅ Falta de informações essenciais (classificação, propriedades e parâmetros ausentes);
✅ Divergências entre disciplinas (modelo arquitetônico incompatível com o estrutural, por exemplo);
✅ Excesso de informações desnecessárias, que deixam os arquivos pesados e dificultam a análise.

Auditar os modelos IFC evita erros que impactam diretamente o orçamento, o cronograma e a execução da obra.

Como realizar uma auditoria eficiente?

A auditoria de modelos IFC pode ser dividida em algumas etapas fundamentais:

🔍 1. Verificação Geral: Identifique possíveis erros na estrutura do arquivo, como elementos não classificados corretamente ou propriedades inconsistentes.

🎨 2. Verificação Visual: Utilize ferramentas como o Bonsai (BlenderBIM) e BIMcollab Zoom para inspecionar a geometria do modelo e identificar falhas visuais.

⚠ 3. Verificação de Interferências (Clash Detection): Avalie se há conflitos entre disciplinas, garantindo que os elementos estejam corretamente posicionados.

📊 4. Verificação das Informações: Utilize um arquivo IDS (Information Delivery Specification) para validar se os objetos do IFC possuem as propriedades exigidas pelo projeto ou pelas normas técnicas.

Ferramentas para Auditoria de IFC

Atualmente, há diversas ferramentas que auxiliam no processo de auditoria, como:

🛠 Bonsai (BlenderBIM) – Para análise, edição e validação de modelos IFC.
🛠 BIMcollab Zoom – Para Clash Detection e análise de propriedades.
🛠 Solibri – Para validação de regras e conformidade normativa.
🛠 Navisworks – Para verificação de interferências e simulação de construção 4D.

Conclusão

A auditoria de modelos IFC é um processo essencial para garantir que as informações estejam corretas, assegurando um fluxo de trabalho BIM eficiente e confiável. Ao utilizar as ferramentas adequadas e um processo estruturado, evitamos retrabalhos, reduzimos riscos e aumentamos a qualidade dos projetos.

E você, já realiza auditoria nos seus modelos IFC? Quais ferramentas utiliza? Compartilhe sua experiência nos comentários! 👇




segunda-feira, 6 de julho de 2020

Code Checking

O que é o “Code Checking” e sua aplicação prática são os temas da 7ª palestra on-line produzida pela Comissão de BIM do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CBIM-CAU/PR).

Numa conversa com o arquiteto e urbanista Juliano Coimbra do Nascimento, a engenheira civil Giovana Hardt Lourenço apresenta critérios, parametrização de objetos BIM, plataformas de checagem, interoperabilidade e extração de resultados.

O evento gravado está disponível no Canal do YouTube do CAU/PR.

Clique AQUI para download do PDF da apresentação.

FONTE: https://www.caupr.gov.br/?p=27338


segunda-feira, 25 de maio de 2020

BIM no desenvolvimento de Projetos Arquitetônicos

“BIM é uma filosofia de trabalho que integra arquitetos, engenheiros e construtores na elaboração de um modelo virtual preciso, que gera uma base de dados que contém tanto informações topológicas como os subsídios necessários para orçamento, cálculo energético e previsão de insumos e ações em todas as fases da construção”. É com esta definição do professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA), Chuck Eastman, que o arquiteto e urbanista Juliano Coimbra do Nascimento, integrante da Comissão Temporária de BIM do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CBIM-CAU/PR), inicia a sua palestra on-line, a terceira produzida pela Comissão.

Além de conceitos e definições, a palestra mostra algumas tendências para a adoção global do BIM. No Brasil, por exemplo, o governo federal publicou o Decreto 10.306/2020 que estabelece a utilização do Building Information Modeling (BIM) na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia e de arquitetura realizados pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal.

A apresentação on-line ainda aborda o BIM no desenvolvimento de projetos arquitetônicos e a Interoperabilidade ou IFC (Industry Foundation Classes, na sigla em inglês), um esquema que torna possível conter dados e trocar informações entre diferentes aplicativos para BIM, cobrindo muitas disciplinas que contribuem para um edifício e o seu ciclo de vida.

Clique AQUI para download do PDF da apresentação.

FONTE: CAU/PR: https://www.caupr.gov.br/?p=27119