Mais do que uma simples “classificação”, as Classes IFC no padrão buildingSMART definem a natureza dos elementos dentro dos modelos. Um objeto não é apenas uma geometria — ele precisa representar corretamente o que ele é no contexto da construção.
Quando um elemento é classificado de forma inadequada — por exemplo, uma viga modelada como IfcBuildingElementProxy em vez de IfcBeam— diversos problemas podem surgir:
- Falhas na extração de quantitativos;
- Inconsistências em processos de compatibilização;
- Dificuldades na automação de verificações;
- Perda de confiabilidade nas análises do modelo;
- Comprometimento da interoperabilidade entre softwares.
No exemplo abaixo, as vigas foram exportadas como IfcBuildingElementProxy, portanto não possuem os Conjuntos de Propriedades (Property Sets), nem os de Quantidades (Quantity Sets) esperados para este elemento construtivo.
A correta definição das Classes IFC impacta diretamente a qualidade da informação e a eficiência dos fluxos Open BIM.
Em processos de coordenação e auditoria, essa padronização permite:
- Melhor organização e leitura do modelo;
- Regras de verificação mais assertivas;
- Integração consistente entre diferentes disciplinas;
- Uso eficiente de ferramentas de análise e validação.
Além disso, o uso adequado das Classes IFC é fundamental para atender requisitos normativos, contratos BIM e especificações técnicas — especialmente em ambientes que exigem alto nível de controle da informação.
Se o seu modelo ainda depende de soluções genéricas como IfcBuildingElementProxy, talvez seja o momento de revisar seus processos.
Modelar corretamente não é apenas desenhar bem — é estruturar a informação com precisão.
Quer garantir que seus modelos BIM estejam realmente preparados para fluxos Open BIM?
Tenho apoiado profissionais e empresas a evoluírem na auditoria e padronização de modelos IFC, com foco em qualidade da informação, interoperabilidade e confiabilidade dos dados.
Ou comente “IFC” que eu te envio mais detalhes sobre o treinamento e consultoria.



