Em diversos projetos que analiso, encontro problemas recorrentes nos modelos:
• Parâmetros incompletos ou inconsistentes;
• Ausência de padronização das informações;
• Dificuldade para extrair quantitativos confiáveis;
• Problemas de interoperabilidade entre softwares
• Conflitos entre disciplinas identificados tardiamente.
Na prática, isso significa retrabalho, perda de tempo e decisões baseadas em informações pouco confiáveis.
É justamente nesse ponto que entra a Consultoria BIM.
A consultoria permite estruturar processos, validar modelos e garantir que as informações estejam alinhadas com os objetivos do projeto — seja para coordenação, compatibilização, extração de quantitativos ou gestão da informação.
Em fluxos OpenBIM, ferramentas como Bonsai (BlenderBIM), BIMcollab Zoom e análise de arquivos IFC permitem realizar verificações técnicas profundas nos modelos.
O objetivo não é apenas identificar erros, mas melhorar a qualidade da informação e a eficiência do processo BIM.
Na sua experiência, qual é o maior desafio ao trabalhar com modelos BIM hoje?
Entregar modelos IFC com qualidade e consistência é um dos grandes desafios no fluxo Open BIM. Não basta apenas modelar — é fundamental garantir que os arquivos atendam aos requisitos de informação definidos para cada fase do projeto.
Nesse contexto, o uso do IDS, se torna uma ferramenta indispensável para formalizar e automatizar essa verificação.
Neste artigo, vou compartilhar como estruturar e aplicar essas regras no Bonsai (BlenderBIM), contribuindo para um fluxo Open BIM mais confiável e padronizado.
O que é um IDS?
IDS (Information Delivery Specification) é um formato padronizado (XML) que descreve os requisitos de informação que um modelo IFC deve atender.
Por exemplo: quais propriedades devem existir em um determinado tipo de elemento, quais classes IFC devem ser utilizadas, quais valores são esperados para certos campos.
É um recurso alinhado às boas práticas de governança da informação em projetos BIM e totalmente compatível com normas como a ISO 19650 e a NBR 15965.
Por que usar IDS com Bonsai ?
✔ Integração nativa — você pode carregar e aplicar IDS diretamente no Bonsai.
✔ Não depende de ferramentas proprietárias.
✔ Garante a rastreabilidade das informações entregues.
✔ Facilita a comunicação entre projetistas, coordenadores e contratantes.
✔ Automatiza a verificação, evitando checagens manuais demoradas e sujeitas a erro.
Como estruturar um IDS
Antes de criar um IDS, é importante mapear:
✅ Quais classes IFC devem estar no modelo.
✅ Quais propriedades são obrigatórias por tipo de elemento.
✅ Quais valores são esperados (listas, domínios, formatos).
✅ Qual nível de detalhe e informação é requerido em cada etapa.
Aplicando IDS no Bonsai
No Bonsai, o fluxo é muito simples:
1️⃣ Carregue seu arquivo IFC.
2️⃣ Importe o IDS que você deseja aplicar.
3️⃣ Execute a verificação.
4️⃣ Analise os resultados — você verá quais elementos não atendem aos requisitos.
5️⃣ Gere relatórios para documentação e acompanhamento.
Boas práticas
🔸 Documente seus IDS dentro do BEP (Plano de Execução BIM).
🔸 Atualize conforme o projeto evolui.
🔸 Compartilhe os IDS com todos os stakeholders.
🔸 Sempre execute a verificação antes das entregas oficiais — um pré-check é essencial para evitar retrabalhos.
Conclusão
A Análise de Requisitos com IDS fortalece a governança da informação nos projetos e torna o fluxo Open BIM mais profissional e confiável.
Ferramentas como o Bonsai (BlenderBIM) tornam isso acessível a todos os profissionais, sem depender de softwares pagos ou fechados.
Você já está usando IDS nos seus projetos? Compartilhe sua experiência nos comentários! 🚀
“Produto ou serviço que cria um novo mercado e desestabiliza os concorrentes que antes o dominavam”, essa é a definição do professor Sérgio Scheer para explicar o que é a inovação disruptiva. “Algo mais simples, mais barato do que já existe ou algo capaz de atender a um público que não tinha acesso ao mercado. Em geral, começa servindo a um público modesto até abocanhar todo o segmento”, completa. Com aproximadamente 40 anos de experiência na área da construção civil, entusiasta do BIM, o professor Scheer é o palestrante da vez do Ciclo de Palestras On-line produzido pela CBIM-CAU/PR. Inovação e disrupção; tecnologias disruptivas; BIM como inovação disruptiva; era da conexão e canteiro 4.0; e transformação digital e futuro da construção são os temas abordados durante a palestra, a 9ª do ciclo on-line. Fonte: CAU/PR https://www.caupr.gov.br/?p=27476
O que é o “Code Checking” e sua aplicação prática são os temas da 7ª palestra on-line produzida pela Comissão de BIM do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CBIM-CAU/PR).
Numa conversa com o arquiteto e urbanista Juliano Coimbra do Nascimento, a engenheira civil Giovana Hardt Lourenço apresenta critérios, parametrização de objetos BIM, plataformas de checagem, interoperabilidade e extração de resultados.
O evento gravado está disponível no Canal do YouTube do CAU/PR.
O Trabalho Colaborativo no ArchiCAD é o assunto da sexta palestra on-line disponibilizada pela Comissão de BIM no Canal do Youtube do CAU/PR. A arquiteta e urbanista Juliana Lahoz demonstra o funcionamento da modelagem de arquitetura na versão corrente do software. “O ambiente colaborativo permite que os usuários atuem de forma mais eficiente tanto em projetos de maior escala quanto em empresas menores, tornando viável o trabalho a partir de diferentes locações e fusos horários, além de manter a rotatividade do projeto e a não dependência de horários estabelecidos”, explica a profissional convidada pela CBIM para ministrar a palestra. De acordo com a arquiteta e urbanista, que é especialista em Gerenciamento de Obras e treinadora certificada do software, o processo que permite trabalhar de maneira compartilhada e colaborativa dentro do ArchiCAD é chamado de Teamwork. Essa ferramenta possibilita a comunicação entre os usuários dentro do próprio programa e oferece funções com controle, permissões e compartilhamento das alterações elaboradas por profissionais que atuam de forma simultânea. “Entender a plataforma utilizada é essencial para o seu melhor aproveitamento. O ArchiCAD apresenta diversas potencialidades, o que possibilita a utilização da ferramenta de forma correta e completa”, resume Juliana Lahoz. FONTE: CAU/PR: https://www.caupr.gov.br/?p=27277
“O BIM não vai resolver todas as dores da construção civil. Nós temos que usar tecnologias, processos, rever conceitos e aplicar métodos modernos”. Esta afirmação é do arquiteto e urbanista Rogério Suzuki, o convidado da Comissão de BIM do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CBIM-CAU/PR) para ministrar a palestra on-line BIM no Canteiro de Obras – Uma Abordagem Prática do 4D.
“BIM é uma filosofia de trabalho que integra arquitetos, engenheiros e construtores na elaboração de um modelo virtual preciso, que gera uma base de dados que contém tanto informações topológicas como os subsídios necessários para orçamento, cálculo energético e previsão de insumos e ações em todas as fases da construção”. É com esta definição do professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA), Chuck Eastman, que o arquiteto e urbanista Juliano Coimbra do Nascimento, integrante da Comissão Temporária de BIM do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CBIM-CAU/PR), inicia a sua palestra on-line, a terceira produzida pela Comissão. Além de conceitos e definições, a palestra mostra algumas tendências para a adoção global do BIM. No Brasil, por exemplo, o governo federal publicou o Decreto 10.306/2020 que estabelece a utilização do Building Information Modeling (BIM) na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia e de arquitetura realizados pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal. A apresentação on-line ainda aborda o BIM no desenvolvimento de projetos arquitetônicos e a Interoperabilidade ou IFC (Industry Foundation Classes, na sigla em inglês), um esquema que torna possível conter dados e trocar informações entre diferentes aplicativos para BIM, cobrindo muitas disciplinas que contribuem para um edifício e o seu ciclo de vida. Clique AQUI para download do PDF da apresentação. FONTE: CAU/PR: https://www.caupr.gov.br/?p=27119